Em 2018 a obra social Marista, hoje denominada Escola Marista São Marcelino Champagnat, completa 55 anos. Tendo sido fundada no ano de 1963, quando Ir. José Henrique Pereira assumiu a fundação de uma escola gratuita, inicialmente chamada Associação de Pais e Mestres – APM, para a clientela menos favorecida financeiramente, em sua maioria filhos de ex-empregados das grandes fazendas cafeeiras dizimadas pelo baixo custo do produto na década de 60. A fundação da obra social tornou o desejo de Champagnat realidade, colocando a educação Marista a serviço dos empobrecidos de bens materiais.

As atividades gratuitas tiveram início no dia 04 de abril, sendo a primeira professora a senhora Romolinda Pretti Caliari, com 25 alunos entre 7 a 10 anos, só para o antigo primário. No ano de 1968, a escola já atendia a quatro turmas de 1ª a 4ª séries do primário, tendo as despesas garantidas com recurso da Instituição Marista e com a ajuda da prefeitura Municipal de Colatina. Com o passar dos anos, o projeto foi ganhando força e passou a atender até a 8ª série do colegial, hoje o Ensino Fundamental II.

No ano de 1999, obedecendo às leis federais, a escola passou por algumas mudanças em relação à forma de gestão, deixando de ter parceria com a Prefeitura. Tornando-se uma obra exclusivamente Marista, recebeu o nome de Escola Marista São Marcelino Champagnat. Em 2001, foi retomada a parceria com a Prefeitura Municipal de Colatina, com formato de gestão em convênio.

No ano de 2010, mais uma vez atendendo às leis referentes à filantropia, foi estabelecida uma nova parceria, dessa vez com mudanças bem solidificadas, assumindo a identidade de uma escola da rede municipal, tornando um anexo da Escola Pública Municipal “Belmiro Teixeira Pimenta”. Com esse novo desenho, algumas mudanças foram tomadas, tais como a criação de uma logomarca para os uniformes, materiais de uso de secretaria e identificação da escola, currículo escolar e professorado 100% da rede municipal, além da disponibilização de funcionários para os diferentes setores: laboratórios, serviços gerais, secretaria, mecanografia e biblioteca. O convênio foi assinado no dia 27 de dezembro de 2010, entrando em vigor de 01 de fevereiro de 2011 a 31 de dezembro de 2011, sendo prorrogado automaticamente até 31 de dezembro de 2013.

Em 2013, a Escola enfrentou um período de dois meses de greve por parte dos educadores da rede municipal que reivindicaram melhorias salariais e condições de trabalho. Como consequência maior, vários pais pediram transferência dos seus filhos para escolas da rede estadual que não participaram da greve. Tal atitude contribuiu com a redução de turmas. Sobretudo da II fase do Ensino Fundamental.

No dia 31 de dezembro de 2013, foi encerrado o convênio da Escola Marista São Marcelino Champagnat, com a Prefeitura Municipal de Colatina voltando a ser uma obra social 100% marista.

No dia 24 de fevereiro de 2014, aconteceu a solenidade de posse do novo diretor da Escola Marista São Marcelino Champagnat, Srº Estevão Camelo de Morais, presidida pelo Irmão Conselheiro Provincial e Vice Presidente da Mantenedora UBEE-UNBEC, José Assis Elias de Brito, representando o Irmão Superior Provincial Wellington Mousinho de Medeiros. Iniciando uma nova página na história da Escola Marista São Marcelino Champagnat.

Hoje, a escola atende um número total de 240 alunos do Ensino Fundamental I e 270 no Ensino Fundamental II. Nesses anos tem atendido crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, em risco social e pessoal. Nossas famílias são oriundas de bairros adjacentes e de periferia e a maioria com rendimento financeiro de até um salário mínimo. Algumas fazem parte de programas do governo federal, como Bolsa Família.

Na estrutura da escola, conta-se com uma equipe técnica que busca oferecer juntamente com os educadores, a direção e os funcionários uma educação com qualidade e de forma integral aos seus alunos, garantindo o exercício da cidadania também para suas famílias. Várias atividades realizadas no dia a dia da vida escolar contribuem para esse resultado. São projetos pedagógicos desenvolvidos na sala de aula, atividades específicas e diferenciadas, formação continuada dos educadores, acompanhamento sócio pedagógico aos alunos e familiares, planejamento e avaliação permanente. É uma prática também da escola a inclusão educacional, tendo hoje alunos com deficiências física e mental, além de outros com suas limitações cognitivas e emocionais, sendo acompanhados por profissionais da rede municipal de saúde e assistência social.

Relação de Funcionários

  • Professores Ensino Fundamental I – 12;
  • Professores Ensino Fundamental II – 10;
  • Administrativos – 12;
  • Auxiliar de Serviços de Limpeza – 04;
  • Manutenção – 01;
  • Vigia/Porteiro – 02;
  • Cozinha – 02;
  • Estagiário/Jovem Aprendiz – 02.

A escola participa da rede social do município tanto acolhendo como encaminhando as famílias, crianças e adolescentes aos Programas e Serviços da Rede Básica, da Rede de Proteção Especial de Alta e Média Complexidade e ao Sistema de Garantia de Direitos. Oferece os serviços abaixo:

  • Orientação e Apoio Sócio Familiar.
  • Ensino Fundamental.
  • Grupo Social com os Familiares.
  • Atividades Psicossociais através de Encaminhamentos à rede sócio assistencial.

Apesar de sermos uma Instituição Católica 30% por cento das nossas famílias são evangélicas e 5% não frequentam a Igreja, já os outros 65% consideram-se católicos. Tal fator não impede e nem é empecilho para atuação da Pastoral junto aos alunos e famílias. Percebemos uma aceitação e participação de todos, inclusive nas Missas quinzenais, nos Encontros de Formação, nas orações diárias, no NAV e na PJM, participando, inclusive, dos encontros regionais e provinciais.

O Serviço Social escolar busca, através da formação permanente da equipe técnica e de educadores, a construção da interdisciplinaridade no atendimento aos alunos e suas famílias.  Essa intervenção é baseada no exercício permanente do diálogo e da rearticulação de domínios de saber para se encontrar fundamentos ético-políticos, capazes de apreender a diversidade e a complexidade do fenômeno da vulnerabilidade e para se criar eixos analítico-instrumentais que permitam buscar formas de intervenção qualificada que levem à sua superação.

As políticas sociais que a Escola utiliza são: LDBE (Lei de Diretrizes e Base da Educação), LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD) e a Constituição Federal.

A Escola possui registro nos Conselhos das Políticas afins nas três esferas – nacional, estadual e municipal. Participa do Controle Social como Conselheiro Titular, no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, além de participar ativamente dos Fóruns, da Audiência Pública, das Conferências e de outras organizações que contribuem nesse controle. Essa participação, na maioria das vezes, é realizada através do Serviço Social, envolvendo os outros atores, estagiários, equipe técnica e de educadores, como também os alunos e familiares.