Manter rotinas preestabelecidas é fundamental para crianças e famílias. Saber que, depois da soneca, tem o lanchinho ou que, antes de dormir, vem a história, proporciona a sensação de segurança. As repetições criam ambiente saudável, fazem com que os pequenos se sintam confortáveis e permitem que eles cresçam mais confiantes e independentes. A rotina também é benéfica para os pais, já que evita o estresse e assegura que se organizem e aproveitem melhor, juntos, os momentos de descontração.

          Mas, então, veio a pandemia da Covid-19 e, para reverter o cenário, a orientação é “Se puder, fique em casa!”, o que alterou toda a rotina construída: trabalho em sistema home office, aulas on-line, atividades extras suspensas e qualquer lazer externo impossibilitado. Todos precisaram se readequar, se reinventar.

          A rotina a ser construída para os tempos de distanciamento social é ainda mais delicada, pois deve organizar o dia a dia, mas sem tanta rigidez, já que nesse momento a criança precisa de segurança física e emocional. Por exemplo, Gilda e Lailson, pais de Maria Júlia, do Maternal III, têm explicado à filha os motivos pelos quais ela não vai à escola e esclarecido que não é tempo de férias, mas de proteção.

          Diante desse cenário, algumas dicas podem ser valiosas:

  1. Crianças têm ritmo diferente dos adultos e, em geral, não conseguem visualizar toda a semana. A organização deve ser diária.
  2. Crie uma nova rotina, inspirando-se na que já existia.
  3. Não subestime as crianças. Apesar de não terem toda a compreensão cognitiva, elas precisam de informação e podem ser envolvidas em algumas decisões.
  4. Concretize os momentos escolares: vista o uniforme, separe o material escolar, prepare o lanche – tudo isso permite que a criança assimile melhor as aulas on-line.
  5. Crie momentos de interação em família: façam as refeições juntos, divirtam-se com jogos, assistam a animações, brinquem com os pets, façam receitas culinárias e tenham momentos de oração.

          Algumas crianças têm menos dificuldade com o “novo normal”, como Lucas, do Maternal III, que se adaptou facilmente às aulas on-line e já sabe até ligar e desligar o computador, acessar as aulas por meio do aplicativo e acionar o microfone e a câmera. Os pais, Carla e André, consideram que “as aulas on-line têm sido importantes para a rotina atual, pois Lucas não perdeu o contato com os professores e os coleguinhas”. Além disso, as atividades são inspirações e mantêm o menino ativo ao longo do dia.

          Sílvia, mãe de Olívia, também do Maternal III, e João Gustavo, do 2º ano do Ensino Fundamental, se desdobra para dar atenção aos dois nas tarefas, e ainda está sempre atenta ao e-mail do trabalho, que segue em home office: “Esta foi apenas mais uma das coisas que a quarentena nos ensinou, que é possível fazer, desde que tenhamos organização, segurança e responsabilidade para podermos passar para nossos filhos a certeza de que tudo é passageiro e acabará bem.”

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