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Pelo Decreto Consistorial de 02 de julho de 1900, o Estado de Alagoas passa a constituir um bispado, por desmembramento da Diocese de Olinda, tendo como superior o Bispo D. Antônio Brandão, que já tinha em mente a criação de um Seminário Episcopal e de um Colégio Diocesano, este último conseguido com a chegada dos Irmãos Maristas a terras caetés.

Tudo começou no final do ano de 1904, quando seis Irmãos Maristas, liderados pelo Ir. Louis Channel, desembarcaram em Maceió com o intuito de fundar o Colégio Diocesano. Para a surpresa dos religiosos, ao chegarem à capital das Alagoas, encontraram o prédio onde seria instalado o novo educandário em reformas. Os missionários não se abalaram diante dessa dificuldade e entraram em contato com o Bispo D. Antônio Brandão que, de imediato, lhes cedeu o prédio do Instituto Alagoano, situado na Rua 15 de Novembro, nº 97, para a instalação do Colégio, que, inicialmente, atenderia alunos homens na faixa etária de 05 a 12 anos, em regime de internato e semi-internato.

Em 08 de fevereiro de 1905, acontece a aula inaugural do Colégio Diocesano, o qual contava com 20 alunos.

No ano seguinte à fundação da escola, os religiosos abrem, gratuitamente para os alunos da escola, aulas de música vocal e canto, desenho, declamação e ginástica com aparelhos. Quatro anos após sua fundação, em 1909, o educandário começava a colher os frutos do seu projeto pedagógico-religioso e já contava com 115 alunos matriculados.

Com o crescente número de alunos e a diversidade de atividades, começaram a aparecer problemas de espaço físico. Era necessário um espaço maior que pudesse abrigar todas as atividades do Colégio. Em 1913, foi então transferido para um prédio na Rua Augusta, nº 2, e mesmo com a transferência o espaço continuava pequeno. Em 25 de março de 1914, foi inaugurada a nova sede na Rua do Macena, nº 69. Nessa época, contava com 233 alunos, dentre os quais 40 em regime de internato.

Com o passar do tempo, o casarão da Rua do Macena tornou-se um verdadeiro complexo educacional composto por cinco casas, onde havia área de lazer, banheiros, refeitórios, cozinha, biblioteca, alojamentos, campo de futebol, pista de atletismo e laboratórios.

Entre os anos de 1949 a 1956, o Colégio contava com cerca de 600 alunos e a comunidade religiosa de 20 Irmãos que assumiram todo o trabalho da escola, desde a limpeza à direção. Mesmo acumulando tantos afazeres, os Irmãos não se esqueciam dos mais carentes, prestando serviços à escola noturna Padre Champagnat e à formação dos jovens dos movimentos religiosos da época.

A sede da Av. Dom Antônio Brandão

A urbanização e o crescimento de Maceió fizeram aumentar as necessidades educacionais da população e, consequentemente, do Diocesano. Era necessário, mais uma vez, adaptar-se à nova realidade e ir em busca de instalações maiores.

O lugar escolhido para a construção do novo prédio foi a Av. Dom Antônio Brandão, em frente ao Seminário Arquidiocesano, devido a sua posição privilegiada, pois como muitos alunos que estudavam no Colégio moravam no interior, tornava-se mais fácil o acesso para o terminal rodoviário.

Durante as festividades do dia do antigo aluno, em 15 de agosto de 1959, foi lançada a pedra fundamental da nova sede. Monsenhor Berchmans, na época conêgo, abençoou a pedra e, em seguida, foi feita a leitura da ata com as assinaturas das autoridades presentes, dentre elas o secretário de Educação e Saúde, Jorge Assunção e autoridades civis e eclesiais.

Três anos após o lançamento da pedra fundamental, em 12 de março de 1962, iniciou-se o ano letivo da nova sede com o nome Colégio Marista de Maceió.

Permaneceu como colégio masculino até 1970, quando passou a aceitar mulheres em seu quadro de alunos, contando apenas com 11 meninas no 3º colegial.

Nesses 53 anos, em que se encontra instalado na D. Antônio Brandão, o Colégio passou por várias mudanças nas dimensões pedagógicas, esportivas e religiosas e, atualmente, conta com o que há de mais moderno em suas instalações, como quadra de esportes, piscinas, ginásio poliesportivo, campo de futebol, teatro, capela, dentre outras instalações, tudo para dar maior conforto aos seus educandos.

Hoje, 110 anos depois da chegada do Ir. Louis Channel e seus companheiros à terra dos marechais, os Irmãos Maristas da comunidade de Alagoas continuam escrevendo uma história de sucesso educacional na sociedade alagoana.