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O Instituto Marista de Solidariedade – IMS/UBEE, desde 1995, atua no apoio a empreendimentos econômicos solidários – EES do campo e da cidade de várias regiões brasileiras, visando a qualificação e a estruturação de processos produtivos e de gestão, baseado no trabalho associado e na valorização de produtos artesanais, agroecológicos e florestais em especial os produtos da agrosociobiodiversidade dos diferentes biomas brasileiros.

O Projeto Frutos da Floresta foi selecionado no âmbito da Chamada Pública de Projetos Produtivos Sustentáveis do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

ABRANGÊNCIA

O projeto Frutos da Floresta será realizado no estado do Pará, nas regiões do Baixo Tocantins (municípios de Cametá e Igarapé-Miri), do Nordeste Paraense (municípios de Capitão Poço, Cachoeira do Piriá, Santa Luzia do Pará, Viseu e Bragança) e na Região Metropolitana de Belém, onde atuam as cooperativas e a associação diretamente envolvidas neste projeto. O projeto terá duração de 36 meses.

PÚBLICO

O público do projeto compreende de homens e mulheres incluindo jovens e adultos Cooperados(as) das cooperativas COOMAR, COOPMUC, CODEMI, CAEPIM e FECAFES e ainda comunidades de remanescentes de quilombolas associados(as) da AQUAFAP, portanto, serão beneficiados diretamente 400 famílias situadas nos territórios Baixo Tocantins e Nordeste, estado do Pará.

OBJETIVOS

Contribuir para o fortalecimento da cadeia de produtos da sociobiodiversidade de povos e comunidades tradicionais , do Estado do Pará, por meio: i) da recuperação de áreas degradadas e/ou alteradas localizadas em pequenas propriedades ou posses rurais familiares, por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais; ii) da melhoria da produção e da logística de armazenamento e  transporte de frutas; iii) da melhoria do processo de beneficiamento de frutas; iv) da agregação de valor e diversificação dos produtos; v) da melhoria da estratégia de comercialização dos produtos; e vi) da capacitação dos membros das cooperativas e associação locais.

Componentes do projeto: O projeto contempla oito componentes, agrupados da seguinte forma: (i) FECAFES; (ii) COOPMUC; (iii) CAEPIM; (iv) CODEMI, (V) AQUAFAP, (VI) COOMAR (VII) Ações Transversais e; (VIII) Gestão do Projeto.

 I – FECAFES (Federação das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado do Pará)

O projeto apoiará a FECAFES nas estratégias de prospectar mercados, realizando articulações para identificar e desenvolver demanda pelos produtos das demais aglutinadas na região Metropolitana de Belém. Para tanto, o projeto atuará em duas frentes.

A primeira é relativa ao varejo, por meio da estruturação de um ponto de venda em Belém, em conjunto com um escritório para a gestão da FECAFES. Como investimento, estão previstas aquisições de máquinas e equipamentos para o ponto de venda (como balança etiquetadora, freezer, gôndolas, ilha para congelados, etc), bem como itens de informática e móveis para o escritório.

A segunda frente pretende realizar articulações comerciais para ampliar a penetração dos produtos das demais aglutinadas no mercado atacadista da região de Belém.

II – COOPMUC (Cooperativa Agroindustrial e Extrativista das Mulheres do município de Cametá)

O projeto pretende realizar uma ampliação na agroindústria da Cooperativa, que envolverá obra civil e aquisição de novos equipamentos. Está prevista ainda a aquisição de matéria prima e insumos para a agroindústria ampliada, bem como equipamentos para estruturar um ponto de comercialização, escritório e serviço de buffet.

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III – CAEPIM (Cooperativa Agrícola dos Empreendedores Populares de Igarapé Miri)

O projeto prevê apoio à reforma do Centro de Gestão e aquisição de mobiliário e material de informática.

Também está prevista a aquisição de um caminhão com baú refrigerado para fortalecimento da logística de distribuição aos clientes.

IV – CODEMI (Cooperativa de Desenvolvimento do município de Igarapé Miri)

O projeto prevê a aquisição de equipamentos e insumos para a melhoria das condições de gestão, produção, armazenamento e distribuição de produtos no mercado local e regional. Há ainda a previsão de construção um entreposto portuário às margens do Rio Igarapé-Miri.

V – AQUAFAP (Associação Quilombola dos Agricultores Familiares da Pimenteira)

O principal objetivo deste componente é a recuperação de 100 hectares de áreas degradadas, por meio da implantação de sistemas agroflorestais (SAFs). O projeto apoiará a implantação de 10 viveiros com capacidade de produção de 8.000 (oito mil) mudas por ano que, segundo estimativas levantadas pela UBEE, permitirá a recuperação de 1ha de área degradada/alterada em cada uma das 100 propriedades.

VI – COOMAR (Cooperativa Mista dos Agricultores entre os Rios Caeté e Gurupi)

Como objeto de apoio, prevê-se a recuperação de 30 ha de áreas degradadas para 30 cooperados, com a construção de 3 viveiros, aquisição de insumos, equipamentos e custeio associado aos mutirões comunitários de implantação dos SAFs. Também será apoiado a construção de uma pequena agroindústria, recursos para o apoio à aquisição de matéria-prima e insumos e ainda a aquisição de um caminhão ¾.

VII – AÇÕES TRANSVERSAIS

Este é o componente de maior valor do projeto. Suas intervenções beneficiam mais de um subprojeto, envolvendo (i) eventos de planejamento, mobilização, articulação, comercialização e monitoramento participativo do projeto; (ii) capacitação e assistência técnica às famílias dos cooperados/associados e às cooperativas/associação que os representa.

VIII – GESTÃO DO PROJETO

Para a gestão do projeto, está prevista a contratação pela UBEE de recursos humanos com dedicação exclusiva às respectivas ações, aquisição de equipamentos de informática para a referida equipe e custeio de viagens para acompanhamento das ações.

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