Após quatro anos de execução, em 24 estados e no Distrito Federal, o projeto Rede Brasileira de Comercialização Solidária encerra-se com o IV Encontro Nacional Rede ComSol, em Santa Maria (RS), entre 6 e 9 de julho de 2017. Para avaliar a caminhada, participam do evento cerca de 150 pessoas representando os 195 pontos fixos de comercialização que fizeram parte das ações desenvolvidas pelo programa. O encontro ocorre concomitante à 24ª Feira Internacional do Cooperativismo/Feicoop e à 13ª Feira Latino-Americana de Economia Solidária, onde os participantes realizarão atividades de intercâmbio e de comercialização de produtos.

Na programação do primeiro dia, os empreendedores foram motivados a avaliar as ações executadas e a se questionarem sobre como continua a articulação da rede com o encerramento do projeto. “Consideramos que a rede nacional se fortalecerá a partir do fortalecimento local, bem como os fóruns estaduais e municipais. As bases precisam estar articuladas para que se potencialize uma estratégia de país. Precisamos, também, pensar como continuaremos a se ajudar, nos grupos dos estados e depois para fora dos territórios. Nesses quatro anos, o projeto nos fortaleceu, possibilitou nos organizarmos ainda mais e trocar experiências com outros grupos. Hoje temos uma identidade nacional e marcas próprias, somos vistos e mostramos a economia solidária”, contou Francisca Eliane de Lima, empreendedora solidária da Rede Chique Chique, de Mossoró/RN.

Entre os questionamentos citados pelo grupo de representantes dos empreendimentos, a mobilização de novos recursos para continuar a animar e articular os pontos fixos participantes; estratégia para ocupar espaços de incidência política e social por meio da economia solidária; fortalecimento do movimento e criação de leis municipais e estaduais de apoio à economia solidária; a continuidade da rede sem o apoio financeiro de um projeto de fomento; e a permanência, pós-projeto, da comunicação entre os pontos.

A Rede ComSol é uma organização de empreendimentos de economia solidária, com espaços permanentes de comercialização, como lojas, feiras, veículos itinerantes e centros públicos. Teve como objetivo conectar diversos grupos para fortalecer relações e experiências, a fim de promover o comércio justo, o consumo consciente e práticas agroecológicas. Em quatro anos, envolveu 195 pontos ficos, em 135 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. Os pontos de comercialização são compostos por outros 2.276 empreendimentos, com o envolvimento de 20.657 trabalhadores da economia solidária. O projeto é fruto de convênio com o governo federal, por meio da Subsecretaria de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e contou com a parceria do Fórum Brasileiro de Economia Solidária.

 

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