O Instituto Marista de Solidariedade/IMS, unidade de assessoramento da Província Marista Brasil Centro-Norte/PMBCN, realizou o lançamento de 28 itens entre publicações, vídeos e fôlderes informativos durante o  Seminário CFES: Encantado a vida e envolvendo o mundo com a economia solidária, ocorrido em Lagoa Santa (MG), entre 19 e 22 de junho.  Os destaque dos lançamentos são os conteúdos em Braille, linguagem adaptada a pessoas com deficiência visual, e os vídeos com janelas em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), produzidos por educadores do projeto Centro de Formação e Apoio à Assessoria Técnica em Economia Solidária – Rede CFES Sudeste e convidados.

As publicações foram agrupadas em dois boxes chamados Trilhas Educativas e Trilhas da Inclusão. O primeiro, é voltado à formação dos educadores da economia solidária, com abordagens de aprofundamento conceitual e metodologias para serem utilizadas. O segundo, por sua vez, dirige-se ao público participante do cooperativismo social, que inclui pessoas em situação de vulnerabilidade social, como deficientes, trabalhadores da saúde mental, catadores, egressos do sistema prisional, dentre outros.

Segundo a assessora pedagógica da Rede CFES Sudeste, Roseny de Almeida, os conteúdos e formatos das publicações foram debatidos e construídos a partir de reuniões do Conselho Gestor do projeto juntamente com os Núcleos Temáticos Regionais. “Foram nestas reuniões que começamos a amadurecer as publicações que faríamos e quais seriam as temáticas priorizadas. O ineditismo de produzir conteúdos em Braille foi um grande desafio. O público portador de deficiência visual estava excluído da produção de conhecimento na economia solidária. Através desse material poderão ter acesso fácil e serem incluídos na formação que o projeto promoveu”, disse a assessora.

Despertar no cego o desejo de querer ler e conhecer a economia solidária é um dos ganhos que as Trilhas da Inclusão promoverão entre o público alvo, de acordo com a professora aposentada de Braille, educadora da economia solidária e portadora de deficiência visual, Maria de Fátima Pinto Vulpe. “Acreditamos que o cego deve estar informado de tudo no mundo. A economia solidária está em evidência, está acontecendo  e o cego não pode ficar à margem. É necessário que ele a conheça. A inclusão passa pela educação, portanto, o acesso é um primeiro passo para despertar nele o desejo de querer e de buscar”, explicou a professora que é moradora de Vila Velha (ES) e atua na Unicep (União dos Cegos Dom Pedro II).

O projeto Rede CFES Sudeste é fruto de convênio com o governo federal, por meio do Ministério do Trabalho, e contou com o apoio e parceria dos fóruns de economia solidária e cooperativismo dos estados da Região Sudeste. Em quatro anos de funcionamento, teve como objetivo principal promover a formação e o apoio à assessoria técnica em economia solidária, visando à promoção do desenvolvimento territorial sustentável, no intuito da superação da pobreza extrema na área de atuação.

 

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