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Com o tema “Gestão Social do Desenvolvimento Local – Cidadania e Participação”, a terceira mesa de discussão da Sala Temática “Economia Solidária para o Desenvolvimento Sustentável” reuniu, na tarde de terça-feira, 25, mais de 80 pessoas, entre prefeitos, secretários, técnicos e gestores municipais. A Sala Temática faz parte do IV Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Sustentável, que ocorre em Brasília/DF até o dia 28 de abril.  O debate foi mediado por Shirlei Silva, diretora do Instituto Marista de Solidariedade/IMS, unidade social da Província Marista Brasil Centro-Norte/PMBCN.

O objetivo do encontro foi discutir como fomentar e fortalecer as políticas de economia solidária no âmbito municipal, territorial e estadual, além do fortalecimento das bases sociais e ampliação da força política e organizativa, bem como de seus instrumentos como condições para conquistar soluções permanentes e adequadas às necessidades da economia solidária e dos processos de desenvolvimento sustentável e solidário. “Necessitamos de um modelo de desenvolvimento apropriado pelos indivíduos e não o desenvolvimento individualista”, afirmou Shirlei Silva.

“Se nós consideramos que gestão é a capacidade de planejar e executar de forma coordenada, de controlar e administrar os recursos para as ações, então, no território, só é possível se ampliar a participação cidadã, se for social. A gestão social do desenvolvimento só se concretiza com transparência, com participação, com solidariedade, com sustentabilidade para os assuntos públicos; e permite desenvolver a capacidade de negociação, de regulação, de articulação”, afirmou a professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Ronalda Barreto.

O diretor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Warwick Mafrinato, apresentou o Projeto Corredores Ecológicos, que prevê a conservação da biodiversidade na Amazônia e na Mata Atlântica, por meio da participação das populações locais, comprometimento e conectividade. Mafrinato falou ainda sobre a importância dos debates para a construção de políticas sociais. “Quando se propõe uma política pública, o grande problema é como a ponta vai acessar a política. Aí está a necessidade de se discutir a gestão participativa”, afirmou.

Já o presidente da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), Luís Possamai, falou sobre o fortalecimento do cooperativismo solidário. “Nosso grande desafio é fazer inclusão social. É dar oportunidade, criar um sistema que seja sustentável de acordo com a necessidade e a capacidade de cada cooperativa”, disse. A Unicopas representa mais de 2 mil cooperativas, que, juntas, atuam em diversos setores da economia e possuem cerca de 550 mil associados entre agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, quilombolas, pescadores artesanais, trabalhadores do campo, da floresta e das cidades, organizados segundo os princípios do cooperativismo e da economia solidária.

Participaram também da Sala Temática a secretária-adjunta da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Sandra Faé; a representante da Diretoria de Planejamento Territorial da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia, Fabiana Mattos e o coordenador de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Araraquara/SP, Marcelo Mazeta Lucas.

Fonte: Assessoria de Imprensa do IV Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Sustentável, com edições. 

 

1 Comment
  1. Edilberto Monte

    Nós precisamos ter mais entidades voltadas à Economia Solidaria em nosso pais. Perdemos um pouco, mas esse pouco que ficou vingará outros frutos com boa prosperidade.Parabenizo Instituto Marista de Solidariedade por essa iniciativa.

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