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“Direito à comunicação”. Esse foi o tema da edição do Chá, Café e Prosa realizado no dia 25 de agosto, no Centro Cultural de Brasília (CCB). O evento é uma atividade promovida em parceira da Companhia de Jesus (jesuítas) com o Instituto Marista de Solidariedade (IMS) e Instituto Marista de Assistência Social (Imas).

Para incentivar o debate sobre o tema, estiveram presentes a jornalista Juliana Cézar Nunes e o mestre em Direitos Humanos e Cidadania pela UnB, Diego Mendonça.

Educomunicador popular atuante no Coletivo da Cidade na Estrutural (DF), Diego dialogou sobre o entendimento de direito e de comunicação, e como a mídia tem feito um posicionamento forte diante da conjuntura política que o Brasil vive. “Quando a sociedade conseguiu, no passado, o direito à informação e liberdade de expressão, não foi aprofundado o que realmente é comunicação”. Para o mestre, “comunicar é tornar comum o que se pensa à sua comunidade, de forma livre e autônoma”.

“A grande mídia está centrada nas mãos de algumas poucas famílias no País, o que acaba gerando a centralização do que é divulgado e pautando a agenda com interesses próprios, influenciando os cidadãos”, afirma Mendonça. Ele finaliza debatendo sobre a ausência de regulação da mídia, e declarando que “historicamente não construímos formas de regular os meios de comunicação, e assim perdemos a perspectiva de ter autonomia sobre as nossas informações, como por exemplo, no Facebook. Divulgamos livremente conteúdo nessa plataforma e não sabemos o que é feito com ele”, conclui.

Já a jornalista Juliana, incitou o debate para as mídias alternativas e populares. “Temos avanços e retrocessos no sistema público de informação, por isso devemos ficar atentos, pois isso influencia a maneira como recebemos as informações e nos comunicamos”, afirma. A jornalista ainda declarou que não há financiamento às mídias alternativas, mas que para fazer frente à hegemonia partilhada pela mídia privada, a mídia negra, por exemplo, conseguiu se fortalecer nas redes sociais.

Após os dois convidados exporem seus pontos de vista, foi-se aberto o debate para o grupo presente no evento. O diálogo girou em torno principalmente sobre comunicação pública e o futuro da comunicação. “Há uma verticalidade em todos os locais que vivemos, por isso devemos trazer as comunidades para que se comuniquem e rompam com o agendamento imposto pelas grandes mídias”, finalizou Juliana Nunes.

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