principal2

bot-cap1-des bot-cap2-ativ bot-cap3-des

capitular

m reconhecimento à importância da comunhão com o Brasil Marista e por acreditar nas potencialidades do Sistema Marista de Educação-SME, a Província Marista Brasil Centro – Norte adotou, em 2016, a iniciativa na rede de colégios e escolas. Para qualificar o processo de implementação, a Superintendência Socioeducacional, por meio da Gerência Educacional, formou uma equipe de 11 professores assessores com o objetivo de potencializar a formação e assessorar, por componente curricular, as 19 unidades educacionais e 14 escolas sociais.

Os educadores convidados para compor o grupo dispõem de experiência e conhecimento do itinerário conjunto da instituição tanto pela atuação em unidades de referência quanto pela participação na elaboração de documentos como o Projeto Educativo e as Matrizes Curriculares. Com eles, a Gerência Educacional orienta e motiva as unidades educacionais e sociais para que o processo de implantação do Sistema tenha o apoio pedagógico necessário e os resultados educacionais sejam aprimorados.

Na perspectiva dialógica, ao trabalhar com a partilha de conhecimentos e práticas pedagógicas entre os professores da Província, os assessores se prepararam em 16 momentos formativos por videoconferências sobre os diversos temas de interesse: potencialidades e organização do SME, Matrizes Curriculares, currículo, tecnologia educacional e Base Nacional Comum Curricular. Dentre os resultados das discussões, o grupo e a Gerência Educacional celebraram a elaboração da Matriz de Avaliação para o 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, documento que contempla os saberes e os eixos fundamentais para o desenvolvimento de habilidades imprescindíveis para a formação integral dos estudantes.

Outra iniciativa implementada, para fomentar a reflexão sobre a utilização do material didático do Sistema, foi a criação da Distribuição dos conteúdos programáticos do 1º ano do Ensino Médio. Em certos componentes curriculares, definiram-se duas sugestões para atender à diversidade das unidades. A intenção é motivar a discussão e apresentar alternativas para a continuidade do diálogo aberto e as trocas de experiências entre os educadores Maristas.

olho

A equipe definiu, ainda, em publicação, a análise da prova do Enem 2015, para subsidiar os educadores com a avaliação das estratégias de preparação dos educandos. As informações apresentam a percepção geral sobre os componentes, em relação à dinâmica da prova da área de conhecimento. Indica, também, o nível de dificuldade da avaliação, a complexidade dos textos, as competências e as habilidades correspondentes aos itens e os comentários de resolução.

O projeto de assessoria por componente curricular ampliou o movimento de abertura de diálogo e reflexão sobre as práticas docentes. Além de fortalecer a excelência acadêmica, a formação humana, a expertise e a satisfação dos professores e o envolvimento dos educadores nas várias etapas e processos de produção, o que o torna mais próximo do que é, na verdade, o desejo da proposta curricular da rede. A interação entre a Gerência Educacional, professores assessores e educadores da Província também é mediada pelo Núcleo Marista de Educação a Distância (NEaD), onde estão disponíveis fóruns de discussão, registro das videoconferências, textos produzidos e reflexões do grupo dando sequência aos temas trabalhados nas formações e produtos disponibilizados.

Além disso, os professores que assessoram o SME promoveram oficinas formativas nas Jornadas Pastorais Pedagógicas com os docentes do ensino médio do Colégio Marista de Natal e Escola Marista Champagnat de Natal (RN), Colégio Marista de Maceió (AL) e Colégio Marista de Patamares/Salvador (BA). Nos eventos, eles foram agentes multiplicadores e de sensibilização para conteúdos como planejamento de aulas, atividades, projetos escolares e Matrizes Curriculares do Brasil Marista.

No segundo semestre deste ano, estão previstas atividades presenciais, com formações regionais de coordenadores por área do conhecimento, com o apoio dos assessores, até que todo o Sistema seja implementado em 2018. As formações são para esclarecer dúvidas e fazer avaliações da utilização do conteúdo pelas unidades. A partir de setembro de 2016, as equipes começam a trabalhar no material do 2º ano do ensino médio, que será utilizado em 2017.

Esse processo também é acompanhado pela formação em tecnologias educacionais, para que as unidades, os professores e os estudantes possam aproveitar todo o potencial da plataforma do SME, com os objetos de conhecimento, conteúdos e ferramentas digitais que dão suporte ao desenvolvimento das aprendizagens que contemplam as competências tecnológicas da Matriz Curricular do Brasil Marista. Desde 2015, a equipe da Gerência Educacional realiza visitas técnicas e formações com o apoio da FTD Educação, em todas as unidades.

box

SME na prática

A proposta pedagógica da instituição está pautada no Projeto Educativo do Brasil Marista, que valoriza a formação integral, a diversidade, o protagonismo, a sustentabilidade, a promoção das relações fraternas e solidárias, as especificidades culturais e regionais e as demandas educacionais contemporâneas. O Sistema Marista de Educação, vem, assim, responder a esses chamados e às especificidades do ensino médio.

O primeiro ano da implantação, em 2016, é voltado aos adolescentes do 1º ano do segmento, que convivem no espaço educativo motivados ao respeito às diferenças e à integração do conhecimento ao projeto pessoal. Nesse sentido, a organização por módulos, que contemplam os 11 componentes – Artes, Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Literatura e outras Artes, Matemática, Química e Sociologia-, na visão do professor assessor Xerxes Pessoa de Luna, da área de Matemática, desenvolve a parte conceitual e teórica de cada conteúdo e apresenta atividades práticas de fixação, com boxes e seções comuns que permitem a problematização dos temas estudados, a ampliação do repertório e a sistematização dos conhecimentos construídos.

“Para que os estudos sejam ainda mais produtivos e interessantes, as páginas trazem uma linguagem moderna e atrativa. Além disso, a cada tópico o aluno é levado a ser protagonista do próprio aprendizado”, destaca o educador, que além de assessor, também leciona no Colégio Marista São Luís, em Recife (PE). Dentre os diferenciais do Sistema, o professor menciona, ainda, a tecnologia educacional, plataforma digital, objetos educacionais digitais, livros educacionais digitais, sequências didáticas, banco de questões, entre outros elementos.

Isso, segundo ele, se reflete na aceitação tanto por parte dos professores como dos alunos. Os resultados são percebidos em sala de aula. “No Colégio Marista São Luís, soube, pelo coordenador de Matemática, que os estudantes do 1º ano do ensino médio apresentaram material de pesquisa elaborado a partir das orientações pedagógicas do SME, relacionado com a Geometria de Fractais e a utilização de gráficos nas redes sociais”, explica Xerxes de Luna.

O professor assessor Diogo Vieira, do componente de História e educador do Colégio Marista Dom Silvério, em Belo Horizonte (MG), conhece bem esses potenciais do SME. Afinal, integrou a equipe que elaborou o conteúdo. “Foi preparado para atender às demandas previstas pela Matriz Curricular Marista, em acordo com as competências e habilidades definidas pela Matriz do Enem. Além disso, o processo contou com a participação de profissionais das três províncias do Brasil Marista, o que permitiu que o SME atendesse às especificidades existentes nas múltiplas realidades em que estão presentes as nossas unidades educativas”, relembra o assessor.

Na percepção dele, o Sistema contribui à proposta pedagógica marista e às especificidades do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio, na medida em que traz a perspectiva humanista e crítica, favorece o protagonismo juvenil, o respeito a alteridade e a busca por uma sociedade mais justa e fraterna. Dessa forma, segundo ele, o SME possibilita que o estudante tenha, de fato, uma formação integral e libertadora, com ensino de excelência, que o prepara para o Enem e os principais vestibulares nacionais, sem deixar de lado a formação ética e humana.

Sobre o futuro, o educador é otimista. “Os professores utilizarão mais o livro didático em sala de aula, explorando todo o potencial, já que a divisão em módulos, a qualidade das atividades e o volume de exercícios facilitam o trabalho do profissional. Além disso, a adequação às demandas do Enem e dos principais vestibulares do país, a linguagem e as estratégias didáticas e pedagógicas utilizadas na elaboração dos capítulos são fatores que levam os estudantes a reconhecerem a contribuição para o processo formativo, garantindo a adesão necessária para o sucesso do Sistema”, conclui Diogo Vieira.

Dados do Censo Escolar 2015

infografico

< Leia o capítulo 1                                                                                                         Leia o capítulo 3 >            

Acesse todas as edições do Especial