Foto: Alexandre Casaes.

Foto: Alexandre Casaes.

Uma escola de excelência valoriza todas as oportunidades que podem ampliar o desenvolvimento integral dos estudantes. A combinação professores compromissados com estudantes interessados, invariavelmente, resulta na relação ganha-ganha no ensino escolar.

Nessa perspectiva, o caminho para ajudar milhares de brasileiros a irem além do básico na temida matemática pode ser mais fácil do que se imagina. No Colégio Marista São José-Tijuca, no Rio de Janeiro, o incentivo e o interesse sinceros do professor de matemática, Carlos Fabiano Maciel, foram fatores determinantes para que o estudante Bruno Carvalho, de 17 anos, aceitasse participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) no último ano do Ensino Médio, quando a meta elevada à enésima potência é “passar no vestibular”.

“O professor Fabiano nos colocava para frente, enxergava nosso potencial. Ele me ajudou bastante para a OBM. Primeiro porque reconhecia os alunos que tinham a capacidade de fazer (as provas) e foi atrás de aulas, se preocupou. Isso ajuda muito! Ver que tem alguém que espera o máximo de você”, conta Carvalho.

Apesar de a competição ter alto nível de dificuldade e questões de elaboração específica, que diferem das propostas de vestibulares e colégios, “a mudança nos estudantes é perceptível, desde a autoestima até o modo de encarar as disciplinas e a lógica das questões”, conta Carlos Fabiano, professor do Ensino Médio e coordenador da área de matemática no Colégio Marista São José-Tijuca.

Bruno concorda com o professor. Para ele, a participação em eventos como a OBM traz contribuições que vão além do universo da competição. “Os exercícios da olimpíada de matemática são bem diferentes e isso incentiva você a ir atrás do que você gosta e é interessado. É bom você expandir seus horizontes e ir além. Faz você ver outras fontes de ensino e chegar a um conhecimento mais amplo”, revela o jovem.

Devido a facilidade, Bruno diz, ainda, que a rotina de estudos para os vestibulares foi intensiva. Quando bate de frente com questões impossíveis, ele não baixa a guarda. “Pego as provas anteriores e vou tentando resolver. Aquilo que eu não souber, vou no conteúdo ou busco saber com os professores, coloco as questões no site da internet”, relata o estudante.

Trajetória

O desenvolvimento pessoal e acadêmico de Bruno acompanhou o interesse pelas ciências exatas. Na trajetória do estudante, destacam-se as participações em monitorias de ensino e em competições nacionais.

“É muito bom quando os alunos vão atrás de você procurar ajuda. Você se sente bem consigo mesmo, podendo ajudar os outros e as pessoas te veem como alguém com potencial e com capacidade”, conta Bruno, ao revelar de onde vem a segurança para ir bem na escola e encarar as provas de vestibular.

Nos últimos anos, ele participou de olimpíadas de Matemática, Física, Química e Biologia. A escolha profissional não passa longe: espera os resultados do vestibular 2016, do Enem e da UERJ para conquistar a sonhada vaga em Engenharia Química, um dos cursos mais concorridos da atualidade.

A matemática carrega a fama de ser vilã da vida escolar de muitos estudantes. A disciplina não só ocupou o interesse de Bruno desde criança, como o gosto pela matéria cresceu com o passar dos anos no colégio. “O ensino da matemática é importante porque é básico na nossa vida. Não tem como ignorar a matemática”, defende ele. O IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplica) e a SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) estão justamente do lado de Bruno e de milhões de brasileiros. São entidades que desejam intervir decisivamente na melhoria do ensino da matéria no Brasil. Por meio da OBM, elas favorecem uma competição aberta a todos os estudantes do Ensino Fundamental (a partir do 6ª ano), Ensino médio e Universitário das escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

A intervenção social de ótimo nível oferecida pela Olimpíada Brasileira de Matemática, somada a professores comprometidos e estudantes interessados, apresenta-se como uma promissora combinação para o futuro do ensino. Bruno de Carvalho não foi classificado para a terceira fase da competição. Isso não o afeta. Ele engrossa a geração de jovens que valorizam as ciências exatas e percebem as competições escolares como oportunidades para elevar potenciais. “As olimpíadas são úteis para qualquer carreira. Você acaba abrindo os olhos e vendo que pode estudar muito mais. Existem pessoas que sabem fazer isso e se você não for atrás, é você que vai ficar para trás”, ressalta.

A formatura de Bruno no Colégio Marista São José-Tijuca ocorreu no dia 9 de dezembro de 2015. Agora, ao se despedir do Ensino Médio, já vislumbra a próxima fase. Se tudo der certo, a preferência é seguir com os estudos na UFRJ para tornar-se Engenheiro Químico, com mais desafios, sem nunca parar de se qualificar.

Com informações: Comunicação Marista Tijuca (RJ).

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