A programação da 1ª Assembleia Provincial das Juventudes propõe, aos 25 jovens participantes, formação e debates com o objetivo de prepará-los para eleger a Comissão Provincial das Juventudes. A Comissão terá a finalidade de ser uma instância de representação das juventudes da Província Marista Brasil Centro-Norte/PMBCN e dos diversos grupos organizados das escolas e colégios. Além da programação formativa, no terceiro dia do encontro, 10 de agosto, os jovens realizaram passeio pela cidade de Belo Horizonte (MG), onde conheceram alguns espaços e dialogaram com convidados.

A primeira atividade ocorreu no Centro de Estudos Maristas/CEM, onde conheceram o acervo relacionado à história e missão dos Irmãos Maristas no Brasil e conversaram com o diretor do Centro, Ir. Rafael Ferreira Júnior. “Além de ser um momento de reflexão, percebemos que muitas das experiências de nossa própria escola também ocorrem nas outras. Ver que todos os nossos colégios são acolhedores e pregam valores, nos fez sentir que estamos imersos em uma instituição que é idêntica em todos os cantos. Percebemos, a partir da história e de nossos relatos, que temos muito mais em comum do que imaginávamos”, avaliou o estudante Victor Gabriel Florencio Barros, 15 anos, do Colégio Marista Champagnat, de Taguatinga (DF).

Para o almoço, os jovens seguiram para o Restaurante Popular Hebert de Souza, gerido pela prefeitura de Belo Horizonte. “Foi uma oportunidade de imersão, para conheceram a política social que garante segurança alimentar para pessoas carentes, introduzindo o debate que se seguiu a tarde, sobre promoção de políticas públicas”, explicou o coordenador de Evangelização da PMBCN, Ir. Paulo Soares. Para a estudante do Colégio Marista São José – Barra, Rio de Janeiro (RJ), Giulia Costa Burguês, 14 anos, foi uma experiência que permitiu sentir na própria pele a realidade de muitas pessoas que passam por necessidades cotidianas. “Conhecer a estrutura, o atendimento e qualidade me deixou feliz por ver quem mais precisa sendo bem cuidado, pois elas realmente precisam. Às vezes, reclamamos de nossa realidade, enquanto há pessoas que lutam diariamente para pelo menos conseguir comer. Quando abrimos nossos horizontes e nos colocamos no lugar do outro, enxergamos o mundo de outra forma”, contou Giulia.

Na parte da tarde, a primeira parada foi na exposição “Desconstrução do esquecimento: Golpe, anistia e justiça de transição”, no Centro Cultural da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que retrata a repressão e a militância durante a ditadura militar (1964-1985). “O jovem é o principal agente de transformação. Cabe ao ele mudar a realidade. Hoje, vi a histórias de jovens que foram torturados e morreram para ter opinião e liberdade. Eles nos deram o exemplo e devemos seguir. Cabe a nós continuar lutando pela melhoria de nosso país. Não temos mais tortura, mas temos a negação de nossa voz. Queremos ser escutados e mostrar que temos conteúdo e que podemos opinar”, afirmou o estudante Iury Isafriel, 15 anos, da Escola Marista Champagnat de Teresina (PI).

Após a visita, os jovens seguiram para o Centro de Referência de Juventudes, no centro da cidade, onde promoveram uma roda de conversa com o subsecretário estadual de Juventudes. O dia se encerrou no Museu das Minas e do Metal – MM Gerdau, onde conheceram a mineração em Minas Gerais e a importância desse setor na formação histórica e econômica do estado.

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