O jovem no contexto urbano e protagonismo participativo foram os temas das duas assessorias promovidas no segundo dia, 9 de agosto, da 1ª Assembleia Provincial das Juventudes. Provocados a refletir sobre esses assuntos, os 25 jovens participantes repercutiram a partir dos próprios contextos e experiências. A primeira assessoria foi conduzida pela professora da Faje (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) e do Centro de Juventude Anchietano, Vanessa Araújo Correia; a segunda, por sua vez, foi promovida pelo superintendente de Organismos Provinciais, Ir. José Augusto Júnior, e pelo jovem Erik Freitas, do Colégio Marista de Aracati. Ainda no fim da tarde, conheceram o perfil dos participantes da PJM (Pastoral Juvenil Marista), por meio da apresentação da pesquisa aplicada em março deste ano.

Ao expor contradições e discursos relacionados a eles próprios, a partir da provocação da professora Vanessa, os participantes dialogaram sobre as diversas juventudes do país, os direitos, os medos, os enfrentamentos e as positividades. Além disso, Vanessa os questionou sobre o porquê foram convocados para fazerem parte de uma Comissão de representatividade. “É para fazer coisas ou conceber as coisas? A política não é disputa por cargos, mas por participação”, questionou a professora. “O jovem é aquele que já é e não aquele que ainda vai ser. Cada momento da vida é o auge e deve ser compreendido como tal. Como pode se compreender a juventude apenas como momento de transição para a via adulta, se ela dura mais de uma década? A juventude é agente revitalizador. Vocês não são cúmplices da ordem social, são herdeiros e como tal decidem o que fazer com essa herança”, afirmou Vanessa.

Na parte da tarde, durante a segunda assessoria, os jovens debateram, de maneira lúdica, o entendimento sobre o papel da Comissão Provincial das Juventudes e das comissões locais, compreendendo a diversidade provincial e a instância de atuação. “Para que exista colaboração, deve haver união. Nosso grupo precisa ser coeso para atuar dentro de nossa instituição e estou surpreso com a capacidade que possuímos”, afirmou o jovem Erik. Ir. José Augusto Júnior, por sua vez, relembrou a importância do papel de representante. “As situações que simulamos e experimentamos aqui são coisas que farão parte da atuação da comissão. São vidas que estarão em suas mãos, para que vocês, coletivamente, colaborem para contribuir com a melhoria de todos. A comissão não é um corpo desconexo, mas sim, o corpo coletivo que representará a todos”, alertou Ir. Júnior.

No dia 11, quando se celebra o Dia do Estudante, os jovens elegerão a Comissão Provincial de Juventudes, que terá oito membros titulares e oito suplentes. Dentre as principais atribuições da Comissão, estão a participação com as equipes pastorais e pedagógicas de momentos de planejamento, execução e avaliação de projetos voltados para a educação evangelizadora das adolescências e juventudes; a representação dos jovens da Província em espaços e interfaces socioestatais; a animação da vivência dos diversos grupos; e a contribuição com a formação juvenil.

 

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