“A ficha ainda não caiu”, é assim que o ex-aluno Maurício Borges e atual campeão de vôlei do mundo responde quando perguntado por um auditório lotado de estudantes sobre qual é a sensação de conquistar medalha de ouro em uma olimpíada disputada em casa, na Rio 2016. O que ele recorda é que a paixão pelo esporte despontou logo cedo. Por volta dos cinco anos, o menino observava e admirava o talento da mãe, Marilda Borges, que integrou a equipe do CRB e mais tarde também defendeu as cores da seleção brasileira.

“Antes de ir a Belo Horizonte, correr atrás do sonho de me profissionalizar no vôlei, o Marista de Maceió foi um colégio que me acolheu como nenhum outro. Foi uma passagem muito boa, em que fiz amigos que mantenho contato até hoje. Sai com o sentimento de que estava deixando minha segunda família”, conta o atleta que esbanjou carisma e humildade ao ser cumprimentado pelos adolescentes e jovens. “Acho que a simplicidade foi um dos valores maristas mais importantes que aprendi”.

Em seu tempo de estudante marista, Maurício lembra que já dava pistas de que se tornaria um campeão mundial. Antes de ir a Belo Horizonte (BH), participou de três edições dos Jogos Internos Marista (JIM), foi campeão dos Jogos Estudantis de Alagoas (JEAL) e venceu por duas vezes as Olimpíadas Marista Brasil Centro-norte, uma em Maceió e outra em Recife.

Aos 20 anos, em 2009, foi ouro no Campeonato Mundial Juvenil, realizado na Índia, onde foi um dos poucos brasileiros na história a ganhar o título de Melhor Jogador da Competição. “O ouro olímpico era meu sonho, mas não imaginava que conseguiria. Na verdade, bastava chegar à olimpíada, ouvir a torcida vibrando pelo Brasil e jogar, o que viesse era consequência” relembra o jogador sobre a vitória na Rio 2016, ao mesmo tempo em que deixa transparecer que o amor ao vôlei e ao esporte é maior do que qualquer medalha ou qualquer um dos muitos títulos que coleciona.

Há quase 13 anos sem férias, agora o ponteiro retorna de vez da Turquia, onde atuava na equipe do Arkas Spor Izmir, para jogar pelo time do Sesc, no Rio de Janeiro. Em junho segue com a Seleção Brasileira para a Itália para disputar a primeira rodada da Liga Mundial e em seguida se prepara para a Copa dos Campeões e Super Liga. “Se você tem um sonho, tem que correr atrás. Não pode deixar ninguém dizer que você não consegue. O importante é persistir”, aconselhou o medalhista olímpico que carrega no braço esquerdo uma tatuagem em inglês, cuja tradução significa: “Não seja igual as pessoas frias e tímidas que você tem ao seu redor, que não sabem ganhar, nem perder”.

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Com informações do Colégio Marista Maceió.

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