O Centro de Estudos Marista (CEM) e o Colégio Marista Dom Silvério estão promovendo uma série de mostras, que também fazem parte da 15ª Semana Nacional de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus/IBRAM, com o tema “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em Museus”. São quatro exposições e duas delas contam com a participação do Maristinha, com a produção de conteúdos elaborados por alunos do 2º, 3º e 5º ano do Ensino Fundamental.

A Exposição Temporária “Silvério das Gerais: o bispo, o negro e o sábio” está montada no hall de entrada do Colégio. A mostra conta um pouco da história do 1º Bispo negro do Brasil: Dom Silvério Gomes Pimenta, o imortal da Academia Brasileira de Letras e responsável pela vinda dos primeiros Irmãos Maristas ao Brasil, em Congonhas do Campo/MG, no dia 18 de outubro de 1897, região onde surgiu o primeiro Colégio Marista do país. Entre os objetos expostos, estão publicações sobre o bispo, peças comemorativas do centenário da presença Marista no Brasil, em 1997, e algumas relíquias de Dom Silverio: óculos, pingente de chapéu eclesiástico, terço, além de fotos dele e de Congonhas do Campo. Tudo faz parte do acervo do Museu Marista.

Em parceria com o CEM, o Maristinha também trouxe duas exposições temporárias. No Espaço Cultural Irmão José Gregório foi montada a mostra “Arte que vem da Terra”, com peças feitas por alunos do 5º ano do Ensino Fundamental. O trabalho é resultado dos estudos de Ciências da Natureza e de Arte, a partir de pesquisas sobre pigmentos naturais que podem servir de base para tintas artesanais, extraídas de plantas, de minerais e da terra. Inspirados nas obras dos artistas Frans Krajcberg e Vik Muniz, os alunos fizeram suas pinturas e esculturas. Já os estudantes do 3º ano reproduziram pinturas corporais dos povos indígenas, que usam pigmentos de plantas como o urucum e o jenipapo.

Confira mais fotos na galeria de imagens

Na sala 102, no primeiro andar da escola, foi montada a exposição temporária “Baú Memórias de Família”, com produções dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental. Durante os estudos sobre a própria história de vida, os alunos criaram um registro histórico de suas famílias. Os baús, feitos de caixas de papelão, apresentam objetos, fotografias e desenhos que ajudam a relembrar alguns dos fatos mais marcantes vividos em família, inclusive os mais antigos, já quase esquecidos, ou curiosos.

E no Museu Marista, localizado no Espaço Cultural Irmão Gobriano Maria, acontece a 14ª Exposição Temporária do CEM: “O que a memória não ama, não se eterniza”, inaugurada na sexta-feira, 19, com a presença dos participantes do Encontro de Gestão Pastoral Pedagógica, realizado na semana passada no Colégio Marista Dom Silvério. A exposição faz um resgate da história do Instituto dos Irmãos Maristas, em celebração pelos 200 anos comemorados em 2017. A mostra conta com objetos comemorativos do bicentenário, itens da coleção de paramentos litúrgicos do Padre Marcelino Champagnat e algumas peças relativas aos 120 anos da presença Marista no Brasil.

As exposições também integram a programação da 7ª Semana do Museu Marista, realizada pelo Centro de Estudos Maristas e pelo Colégio Marista Dom Silvério, e o agendamento para visitas guiadas pode ser feito pelos telefones (31) 2125-0701 ou (31) 9 9199-3345, para as exposições “Silvério das Gerais: o bispo, o negro e o sábio” e “O que a memória não ama, não se eterniza”, já para as mostras do Maristinha, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (31) 2125-0318 ou (31) 9 9345-5042.

Salvar

Salvar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Limpar formulárioEnviar