Papel dos pais é fundamental para a aprendizagem dos filhos on-line.

 

Nos últimos meses, o mundo foi surpreendido com mudanças e incertezas. O novo coronavírus obrigou que rotinas fossem quebradas, protocolos repensados e vidas adaptadas. A educação domiciliar, que era uma realidade bem distante no Brasil, se tornou urgente. Famílias e escolas tiveram que se adequar a  cenário no qual os estudantes não estariam mais em sala de aula com os professores, e que pais e mães teriam que se reinventar para ajudar os filhos diariamente com os estudos. 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), as medidas de combate à Covid-19 afetaram e estão afetando quase 98,5% da população estudantil mundial. Essa porcentagem corresponde a, aproximadamente, 1,725 bilhão de estudantes e famílias que tiveram suas rotinas impactadas. A maioria dos governos fechou temporariamente as instituições educacionais na tentativa de conter a propagação da pandemia e, no Brasil, até o atual momento, não há um cronograma para a reabertura das escolas. 

As famílias estão se redescobrindo para ajudar as crianças e apoiar o aprendizado da maneira mais eficaz possível. Como resultado, existem muitos desafios que a educação em casa enfrenta. Afinal, a escola não tem apenas uma função educacional, mas também uma função social para as crianças. E, assim como os adultos, o relacionamento das crianças com os amigos é fortemente restrito pelas regras da quarentena. Um dos principais desafios da educação domiciliar é justamente o de conseguir equilibrar a assimilação física e mental das informações que a criança recebe. 

Com a ausência das aulas presenciais regulares, mães e pais se viram inseridos em um cenário, para muitos, totalmente desconhecido. Mesmo com as aulas on-line, eles estão tendo que apoiar o trabalho das escolas e professores(as) de maneira muito próxima, responsabilidade que não é fácil. 

A verdade é que as famílias não estavam preparadas para exercer essa função e, assim como todos, foram pegos de surpresa e tiveram que se reinventar. A escola que sempre esteve ali para zelar e ser responsável pela educação dos filhos está precisando, mais do que nunca, da parceria e da proximidade da família no processo de ensino-aprendizagem dos(as) estudantes. 

“Nós não somos especialistas, não sabemos lecionar”. Os desafios são muitos. Mas lembrem-se: a expectativa é que as mães e pais não tenham que substituir os professores. Eles estão ali. Em um novo formato, em uma nova dinâmica e com adaptações de carga horária, é verdade. Mas a escola está com vocês.  

Pensando nisso, separamos três dicas preciosas para ajudar seu(a) filho(a) a estudar em casa. Confira: 

  1. Planeje uma rotina. É importante que o estudante entenda que o formato de estudo mudou, mas que a rotina ainda precisa ser mantida. Procure estabelecer, além dos horários de aula on-line, um tempo exclusivo para os deveres e a leitura complementar.
  2. Adapte-se. Entenda que esse cenário também é novo para o estudante e que ele pode ter dificuldade de se adequar. Não existe fórmula para que dê certo. Cabe à cada família entender a criança e, juntos com a escola, pensar em estratégias que funcionem para cada perfil. 
  3. Proponha novas atividades. Além de tudo que está sendo proposto pelos professores, converse com o seu filho sobre novas histórias, projetos, programas. Brinquem, inventem jogos. Aprender pode ser muito divertido e, ainda, proporcionar momentos ricos de afeto e trocas em família. 
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