Sabemos que nossa jornada, desde que começou a pandemia, foi de superação e transformação profissional e pessoal. Além de todo caminho percorrido para adequar-se a esse tempo que nos exige outras formas de educar, nossos lares também foram se transformando para adaptar-se à convivência, ao trabalho remoto, entre outras coisas. Quantos desafios e quantas aprendizagens! Em meio a tantos desafios, vamos buscar no fundador da Instituição Marista a inspiração para superarmos as adversidades.

Marcelino Champagnat deixou-nos um legado: “Se fosse apenas para ensinar as ciências humanas aos jovens, não haveria necessidade de Irmãos: bastariam os demais professores. Se pretendêssemos ministrar apenas a instrução religiosa, seríamos simples catequistas. O nosso objetivo, contudo, é mais abrangente. Queremos educar as crianças, isto é, instruí-las sobre os seus deveres, ensinar-lhes como praticá-los, infundir-lhes o espírito e os sentimentos do cristianismo, os hábitos religiosos, as virtudes do cristão e do bom cidadão. Para tanto, é preciso que sejamos educadores, vivamos no meio das crianças e que elas permaneçam muito tempo conosco.”

A concepção que sustenta nossa missão de formar bons cristãos e virtuosos cidadãos, nos provoca a entender que as meninas e meninos são sujeitos inteiros, diversos e diferentes que se relacionam com o mundo, com os conhecimentos e saberes a partir de sua inteireza e sua singularidade. Assim, a concepção aqui adotada no Colégio Marista Águas Claras compreende a pessoa humana como sujeito – ao mesmo tempo como sujeito sócio-histórico, sujeito da cultura, sujeito desejante, sujeito epistêmico, sujeito de relações interpessoais, sujeito do brinquedo e da brincadeira, sujeito da ética e da estética. Enfim, mulheres e homens, meninas e meninos em relação com o mundo e com Deus, capazes de se constituir e de  constituir o mundo, sujeitos do fazer-pensar da educação (PROJETO EDUCATIVO DO BRASIL MARISTA).

A mesma transformação para a qual fomos impulsionados pela educação na modalidade remota, tem sido também mola propulsora de reflexões em nosso Colégio. Perceber nossos estudantes como sujeitos de direito, nos provoca a rever nossa mediação pedagógica, e criar uma relação com nossas crianças e adolescentes, reconhecendo-os como contribuidores ativos para a sua própria aprendizagem em vez de destinatários passivos. Por meio de uma participação ativa, as crianças e jovens podem ser ajudados a adquirir aptidões para pensarem, analisarem, investigarem, criarem e aplicarem conhecimento para alcançarem o seu potencial máximo.

Reconhecemos a força que tem um professor na vida de um estudante. Nesse momento de isolamento social, o olhar para cada um deles, de forma especial, para além do aprendizado do conteúdo e da habilidade, fará toda a diferença na vida de nossos estudantes. Acreditamos que cada menina e menino tem potencial de Ser Mais.

Que Maria, nossa Boa Mãe, nos incentive sempre a continuar firmes e fortes na construção deste ano de 2020, com as melhores experiências educacionais evangelizadoras, mesmo com todos os desafios.

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