Ter o lar transformado em sala de aula está entre as mudanças na vida das famílias e dos estudantes durante o período de distanciamento social. As equipes pedagógicas dos colégios do Marista Centro-Norte têm se colocado ao lado deles, a fim de garantir que o “novo normal” da aprendizagem se dê da melhor forma possível, com conteúdo de qualidade e apoio à nova rotina de atividades em casa. A parceria entre pais, responsáveis, alunos e professores mostra que é possível se reinventar e levar adiante uma educação na qual todos sejam aprendizes e educadores.

Confira as dicas para as famílias acerca do bom andamento das classes virtuais:

 

  1. Converse sobre o que está acontecendo.

Considerando o momento atual, é importante que a criança ou adolescente compreenda o que está acontecendo e o motivo pelo qual não está frequentando as aulas presenciais. Este tempo de pandemia é algo histórico, provavelmente não vivenciado por nenhum de nós, e muito menos pelos estudantes. O bate-papo, respeitando a faixa etária, contribui para diminuir a ansiedade e a compreensão de que o recurso das aulas on-line é o mais adequado diante do cenário de distanciamento social.

  1. Estabeleça uma rotina.

Assim como os estudantes tinham uma rotina nos colégios e escolas, ela também é fundamental no ambiente on-line. Além dos horários fixos para as aulas, é importante ter o tempo para as atividades como a realização de deveres, pesquisas ou outras propostas definidas pelos professores. No caso de crianças menores, que necessitam de sinais concretos para uma melhor assimilação do conteúdo, o uso de uniformes e ações como o banho antes da aula, além de uma boa alimentação, contribuirão para a aprendizagem.

  1. Prepare um local fixo para as atividades escolares.

No ambiente escolar, a criança tem o seu próprio espaço, uma carteira específica, a localização na sala e o escaninho para guardar os objetos pessoais. Tudo isso é favorável para a organização mental e o aprendizado. O ambiente de casa torna-se atrativo, uma vez que o estudante está em um espaço de conforto e familiar. Sendo assim, vale identificar o lugar para que ele possa melhor acompanhar e executar as atividades da escola. Além disso, sabemos que, muitas vezes, os recursos tecnológicos são instáveis. Há dias em que a internet oscila ou o dispositivo utilizado – celulares, tabletes ou computadores – tende a surpreender no processamento dos dados. Conversar, ainda, é um bom recurso para que o educando não se sinta desestimulado ou reaja com ansiedade por desconectar-se em certas ocasiões.

  1. Acredite na importância da estimulação.

Todo o trabalho que vem sendo desenvolvido é para que, mesmo distantes da escola, os estudantes não deixem de desenvolver-se cognitivamente. Portanto, para cada atividade, sempre haverá uma intencionalidade pedagógica. Acreditar na importância da estimulação possibilitará que, quando as aulas presenciais retornarem, a criança ou adolescente tenha evoluído em muitos aspectos.

  1. Estabeleça uma parceria com a escola.

Sabe-se dos desafios que as aulas on-line impõem. Sendo assim, a parceria com a escola é fundamental. Buscar o apoio técnico e pedagógico auxiliará na resolução das dificuldades. Vale estar atento a toda comunicação disponibilizada pela escola. Circulares, vídeos e postagens nas redes sociais são excelentes formas de manter-se atualizado. Além disso, e-mails, telefones, contatos por meio do chat com os professores são recursos que encurtam as distâncias.

  1. Incentive o lazer sem a utilização de recursos digitais.

Já que o estudante passará um tempo utilizando os recursos digitais para o processo de aprendizagem, oportunizar outras opções de lazer sem o uso de tela, para o descanso mental e visual. Jogos de tabuleiro, construção de brinquedos com a reutilização de materiais e a elaboração de receitas na cozinha são recursos lúdicos para o bem-estar emocional.

  1. Incentive ações solidárias.

Nunca se falou tanto em educação integral como nos tempos atuais. Quando as ações de solidariedade são incentivadas, estamos falando do desenvolvimento socioemocional da criança e do adolescente.  Quando demonstrarem insatisfação, vale o incentivo a ampliarem o olhar.  Enquanto lidam com o tédio, alguém no mundo, na cidade ou no bairro enfrenta a fome ou a desesperança gerada pelo desemprego. Há sempre algo a se fazer. Doar brinquedo,  alimento e fazer uma ligação para uma pessoa que necessita de carinho podem transformar o dia de alguém. A empatia também precisa ser ensinada e vivenciada no espaço familiar.

 

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