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    Nossa História

    A LONGA E GLORIOSA EXISTÊNCIA DO COLÉGIO SÃO JOSÉ

    Desde os seus primórdios, um ideal sublime, alicerçado em Deus, vem norteando os princípios e os objetivos da missão deste Colégio: iluminar, com sua chama pura e cálida, a inteligência das crianças e jovens do Brasil.

    Acompanhemos, pois, com admiração o surgimento do nosso São José em suas bases estruturais, lá no Morro do Castelo, até o seu Colossal Monumento de Educação da Tijuca, em nossa magnífica cidade do Rio de Janeiro.

    A construção do prédio se deu sob o reinado de Dom João V, pela Provisão Régia de 27 de outubro de 1735, a instâncias do Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe que o fundou e o inaugurou em 3 de fevereiro de 1739.

    O Colégio estava situado na Ladeira do Seminário, Largo da Mãe do Bispo, na rampa que dava acesso ao Morro do Castelo. Chamou-se Seminário Diocesano de São José, hoje, já não existe. Era mais ou menos onde agora se encontra a Escola Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco.

    Era então Governador desta heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela.

    O estabelecimento era consagrado aos que se dedicavam à carreira eclesiástica. Nada obstante, nele foi que teve origem o COLÉGIO SÃO JOSÉ. Aí cursaram aulas preparatórias muitas sumidades políticas, científicas e literárias do país, dentre as quais podemos citar:

    José Basílio da Gama: um dos primeiros alunos matriculados no Seminário Diocesano de São José, e autor do poema: “O Uraguay”;

    Sales Torres Homem (Visconde de Inhomerim): grande estadista;

    Antônio Félix Martins (Barão de São Félix): político notável do antigo regime;

    Gonçalves de Magalhães (Visconde de Araguaia): autor de “Suspiros Poéticos e Saudades”, e de “Confederação dos Tamoios”.

    O COLÉGIO DIOCESANO DE SÃO JOSÉ SOB A DIREÇÃO DOS IRMÃOS MARISTAS

    Em 4 de fevereiro de 1902, o tradicional educandário passa a obedecer à Orientação Pedagógica dos Irmãos Maristas.

    Conforme está estampado num quadro das primeiras páginas do ECOS  de 1952, se lê: “Dentro da manhã do século XX, o Colégio São José, fruto da força de um ideal inspirado em Deus, confiou seus destinos aos Irmãos Maristas para iluminar, com sua chama pura e cálida, o semblante gracioso das crianças e jovens do Brasil”.

    Por um bom tempo, freqüentaram juntos o mesmo espaço escolar alunos internos e externos. Mas, aos poucos, os Irmãos sentiram a necessidade de separá-los, construindo prédios próprios para abrigar adequadamente cada uma das realidades, visando-se com tal medida a aprimorar a qualidade da convivência e da formação dos alunos.

    EXTERNATO SÃO JOSÉ

    A iniciativa de construção do Colégio Externato São José foi devida ao Irmão Exuperâncio, na época Provincial do Brasil Central. Situava-se à Rua Barão de Mesquita, 164 - Tijuca, próximo à Praça Saens Peña.

    O traçado arquitetônico e o acompanhamento das obras, no entanto, ficaram a cargo da habilidade de engenharia do Irmão Mário Otaviano, francês. O estilo do prédio era harmonioso; e seu espaço físico, funcional.

    Em 10 de janeiro de 1928, estando concluída a construção, as portas do Colégio se abriram para receber as inscrições. E no dia 3 de fevereiro, iniciaram-se as aulas.

    A primeira Comunidade Marista, naquele ano, estava assim composta: Irmãos Mário Wilberto (Diretor), Eustáquio, Ireneu, José Pascal, Camilo Valentin, Arbogasto, Andrônico, Mário Gobriano e Estêvão Bento.

    Em sua brilhante história, muitos alunos passaram pelo Externato São José. Guardaram boas recordações da formação que aí receberam e dos Irmãos com quem conviveram. Ficaram gratos aos Irmãos e educadores que participaram ativamente na vida de cada um deles: Irmãos Andrônico, Claro, Carlo Garetto, Ciríaco, Demétrio, Domingos, Farinetti, Felício, Fidel, Gabriel Maria, Miguel Eduardo, Moisés Maria, Roberto Borges, Rui Leopoldo; professores e educadores leigos Elízio Pereira, Henrique, Tarlé, Luiz Augusto, Edgar Chagas, Manoel Rodrigues, Walter Maia…

    Tudo na vida humana passa. O Externato, onde milhares de alunos se formaram, também passou. Com a expansão da cidade em direção à Barra da Tijuca, o terreno do Colégio foi permutado por uma grande área no Recreio dos Bandeirantes. Assim sendo, no dia 31/12/97, as portas do glorioso Externato foram cerradas e as atividades escolares ficaram concentradas no Colégio São José, da Conde de Bonfim.

    INTERNATO SÃO JOSÉ

    O idealizador do projeto arquitetônico e acompanhante das obras foi também o habilidoso Irmão Mário Otaviano. O prédio é majestoso.

    Então a transferência do Internato, do Rio Comprido, para o Internato São José, da Rua Conde de Bonfim, 1067 - Tijuca, aconteceu no dia 15 de fevereiro de 1932, para a alegria de toda a comunidade escolar; e as aulas tiveram início no dia 1º março do mesmo ano.

    O espaço físico é privilegiado: salas arejadas, funcionais; laboratórios de Química, Física, Biologia, Informática e audiovisual, bem equipados; salão nobre e teatros com vários recursos técnicos e de iluminação; biblioteca munida de enciclopédias, manuais para consultas e livros de leitura apropriados às várias faixas etárias; ginásio esportivo, quadra coberta e campo gramado; pré-escola  em estilo moderno; parque aquático em boa localização; e uma linda capela. Tudo está envolto por uma viçosa floresta.

    Conta também com o Sítio São Francisco, no alto da Serra de Petrópolis, a 1 hora do Rio de Janeiro, para os momentos de convivência, espiritualidade e lazer dos alunos. É um espaço bonito, com piscina, quadra de esporte e capela. Além disso, atende a comunidade local para as celebrações litúrgicas e pastoral catequética.

    MONUMENTO AO PADRE CHAMPAGNAT

    Os alunos internos de 1952 erigiram o monumento ao Padre Champagnat, como marco celebrativo do cinqüentenário do Colégio São José (1902-1952). No evento, ocorrido no dia 30 de outubro desse ano, foram oradores oficiais: o Desembargador Ary Franco e o Professor Irmão Gonçalves Xavier.

    A vida é dinâmica.