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O projeto Rede Brasileira de Comercialização Solidária, do Instituto Marista de Solidariedade/IMS, se encaminha para a reta final. Empreendedores de 195 pontos de comercialização solidária, espalhados por todo o Brasil, participam das diversas ações que buscam constituir uma rede de comercialização solidária articulada, organizada e animada. Resultado de convênio entre União Brasileira de Educação e Ensino/UBEE, mantenedora do IMS, e a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho/Senaes-MT, o projeto começou a ser executado em junho de 2013, quando foi lançado oficialmente em Belo Horizonte/MG.
Após encontros nacionais e estaduais, intercâmbios no país e no exterior, centenas de visitas técnicas, diagnósticos e reuniões de planejamento, a atual fase do projeto é de construir as devolutivas do assessoramento prestado aos empreendimentos, apresentando um potencial de crescimento dos grupos e da rede. “Estamos concluindo os planos de vida dos empreendimentos, tendo em vistas as diferentes dimensões: econômica, relacional, formativa e espiritual. Não é apenas uma estratégia de negócio, mas um caminho de sustentabilidade para a vida e desenvolvimento dos grupos econômicos solidários. Não adianta ter viabilidade econômica se não contemplar a dimensão política, social e ambiental”, afirmou a diretora do IMS, Shirlei Silva.
Segundo a analista social do IMS, Rizoneide Amorim, a construção dos planos de vida considerou a realidade dos diversos empreendimentos. “Os planos são executáveis e possuem características condizentes com a especificidade de cada um dos grupos. Durante o assessoramento e reuniões, percebemos a intencionalidade dos empreendimentos de se colocarem no mundo de outra forma, de uma mudança de paradigma das relações de produção e consumo”, afirmou a analista. A partir de reflexão interna, os planos entregarão, além do aperfeiçoamento da gestão, comercialização e logística, uma linha do tempo e os apontamentos de reflexão interna. “O plano de vida se torna uma ferramenta de autorreconhecimento, possibilita enxergar a própria história, ver o que são hoje e o que podem se tornar no futuro”, finalizou Rizoneide.
No Espírito Santo, em Nova Venécia, a rede Agrovida é um dos empreendimentos participantes do projeto e que, segundo Altamir Carloni, integrante do grupo, nasceu a partir do assessoramento do IMS. “Ao participar do projeto, percebemos que não precisamos ser apenas uma associação de produtores. Vimos a possibilidade de uma rede e assim nasceu a Agrovida, somando forças com outros grupos. No município há diversas iniciativas de economia solidária sendo praticadas isoladamente e podemos ser mais fortes se nos unirmos”, explicou Carloni. Para o analista social do IMS, Anderson Barcellos, este é o legado do projeto Rede Brasileira de Comercialização Solidária. “O projeto é o ventre, a gestação inicial da rede. Com a finalização de todas as ações, esperamos que a rede cresça e se multiplique. Este é o sonho que temos”, finalizou.

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