Foto: Ascom/RN

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Um espaço acolhedor, de cooperação, no qual estudantes compartilham saberes das disciplinas exigidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ainda estimulam a socialização. Esse é o cenário apresentado ao final das tardes de quinta-feira nas salas de aula do 3º ano do ensino médio do Colégio Marista de Natal (RN), durante as atividades de monitoria.

Criado em 2012, pela professora Adelina Maria, coordenadora do 3º anos do ensino médio da unidade educacional, o Projeto de Monitoria faz aflorar o protagonismo do estudante Marista. Este ano, 22 alunos se revezam, semanalmente, neste processo de ensino-aprendizagem, com orientação dos educadores e sistematização da coordenação.

De acordo com Adelina, a monitoria surgiu como instrumento de reforço, por meio de práticas e experiências pedagógicas entre os estudantes. Trata-se, segundo ela, de estímulo a participação ativa e colaborativa no processo ensino-aprendizagem.

“Com este trabalho, esperamos melhorar os resultados acadêmicos, externos e internos, estimulando o protagonismo do jovem marista, com ênfase na responsabilidade e solidariedade”, define Adelina. Além da disponibilidade das salas de aulas, os estudantes são abastecidos com material didático, provas e simulados do ENEM.

A monitoria acontece fora do horário de aula convencional, sempre às quintas-feiras, das 17h20 às 18h20. São realizadas revisões do conteúdo que é passado em sala de aula pelos professores, resoluções de exercícios e simulados. “Em sala de aula, nós fazemos a composição do conhecimento. Eles fazem a prática entre eles, numa linguagem própria que talvez a gente não consiga alcançar”, afirma o professor de Geografia, Samir Andrade.

Educandos protagonistas

Apaixonada por Biologia, Beatriz Azevedo, 16, se destaca como monitora da disciplina comum às áreas de ciências da natureza e suas tecnologias. “Como eu gosto muito de Biologia, eu tento passar um pouco do que eu sei e, ao mesmo tempo, reforço o aprendizado naquele tema. Há uma troca de conhecimentos, na verdade. E falamos à nossa maneira”.

Primeiro colocado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos 250 alunos de todo o Brasil que alcançou nota máxima na redação do Enem de 2014, André Diniz, 19, afirma que, além de contribuir no reforço cognitivo, a monitoria ajudou-o a ‘tratar’ a timidez. “A monitoria me ajudou a fixar mais os conteúdos cobrados no Enem e até a falar em público. Influiu positivamente na minha dialética, na didática. Foi uma experiência bem positiva”.

A coordenação do 3º ano, seguindo a Proposta Pedagógica Marista, destaca alguns objetivos alcançados com o projeto de monitoria: estímulo e interesse pelo estudo; ampliação das oportunidades de desenvolvimento para os educandos que apresentam mais dificuldades em algumas disciplinas; incentivo a resolução de atividades como estratégia de intervenção para o processo ensino-aprendizagem; valorização das competências; incentivo ao protagonismo e a legitimação da escola como espaço-tempo de criatividade e desenvolvimento acadêmico.

Educador: ponto de vista

A atividade extracurricular conta com o apoio dos educadores e é muito elogiada por eles. O professor de História, Wellington Albano, aponta três pontos que considera fundamentais neste Projeto de Monitoria do 3º ano do ensino médio  do Colégio Marista de Natal.

“Em primeiro lugar, é muito interessante que um grupo de alunos se disponha a, no final do horário (de aula), compartilhar ideias. Tem sempre um grupo que tem mais conhecimento em determinadas áreas e eles se dispõem a ficar juntos com os colegas que têm maior deficiência em determinados temas e assuntos. Estes alunos competem por uma vaga na Universidade, as não são rivais. Eles apresentam o verdadeiro espírito Marista. Segundo, quando eles discutem um assunto, eles se abrem de uma maneira mais autêntica. Muitas vezes, em sala de aula, o aluno fica envergonhado, travado, mas quando eles formam, por iniciativa própria, um grupo de estudo, a coisa flui muito melhor. Ali eles falam na linguagem do outro, tiram dúvidas de igual pra igual, com as mesmas necessidades”.

Wellington pontua, ainda, o terceiro ponto. “Estudar nunca é demais. E no momento em que você se dispõe a fazer isso num grupo de estudo, além da carga horária que a escola já oferece, você tem evidentemente uma maior capacidade de enfrentar desafios. Isso é qualificação e letramento, dentro do ambiente escolar, numa iniciativa da escola, da nossa coordenação, do estímulo dos professores e, diga-se de passagem, do grande interesse deles. Eu acho esse momento de monitoria muito rico, muito especial, um diferencial. E tem trazido resultados positivos”.

Com informações: Assessoria de Comunicação do Colégio Marista de Natal (RN).

 

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